sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Cidades - Uma volta em São Paulo - Brasil - e um pouco de história...


Como urbanista, "lemos"a história na paisagem ou fragmentos dessa história. Pretensiosamente, também tentamos traduzir as marcas deixadas nessa paisagem a partir das movimentações sociais dentro de um recorte de um período histórico. Se não temos sucesso, ao menos, observamos e registramos com toda a curiosidade que nos é cabida. As imagens comunicam.

Observamos a paisagem que reflete as marcas das práticas sociais no espaço da cidade, ou das "muitas cidades" dentro da Metrópole. Falamos de São Paulo, que aniversaria no dia 25 de janeiro e é a cidade mais populosa do Brasil e do continente americano. Também é a 7° cidade mais populosa do planeta - são: 12 106 920 habitantes em uma estimativa populacional do IBGE - do ano 2017. 
A cidade possui o 10º maior PIB do mundo, tem a fracão de 10,7% do PIB brasileiro.
Foi fundada no ano de 1554 por 12 Padres Jesuítas, reflexo do surgimento da Companhia de Jesus na Espanha, iniciativa da Igreja Católica de Roma para enfraquecer a Reforma e as dissidências que a Igreja vinha tendo - Cristianizar o novo mundo, a partir de escolas - então foi fundado o Colégio Jesuíta no local onde surgiu a cidade de São Paulo.

A Povoação de São Paulo de Piratininga, como foi primeiramente batizada, surgiu em torno desse colégio, marcando a data de 25 de janeiro de 1554, como seu início. O local escolhido, presente ainda no tempo presente, foi o local mais alto no meio de dois ribeirões: Anhangabaú e Tamanduateí (canalizados).
O nome de São Paulo, é justificado, porque o dia da fundação da cidade, dia 25 de janeiro, é  o mesmo dia que a igreja católica celebra a conversão do apóstolo Paulo de Tarso - explicado pelo padre José de Anchieta aos seus superiores da Companhia de Jesus na Europa, através de cartas.
A cidade de São Paulo, como principal característica, apresenta a cosmopolidade a partir de amostra cultural de representantes de muitos povos de várias partes do mundo que chegaram na cidade - em 2016, possuía moradores nativos de 196 países diferentes.

Tarsila do Amaral - participou do primeiro momento do Movimento Modernista - obras de 1933.

Com isto, são vários os cheiros, as cores, os sotaques, cores, sabores e paisagens. Nós, sob nossa ótica muito pessoal e a partir de nossa profissão, percebemos na cidade de São Paulo - há cidade dentro de cidades. Cidades de vários tamanhos territoriais e adensamentos, com mais ou menos conflitos - dependendo da infraestrutura, localização da economia e tipo e concentração de meios de transportes. Cidades com qualidade de vida, outras, nem tanto. Cidades que se desenvolveram dentro do "centro", da célula primeira, embrião, do primeiro centro. Cidade com muitas marcas histórica na sua paisagem. Atualmente, inclusive, com a presença do Colégio Jesuíta do século XVI.
O centro, ou "centrão" de São Paulo, é uma "colagem" de justaposição de camadas de tempos históricos, onde alguns resistiram mais, outros menos. Há várias camadas culturais/econômicas/sociais dividindo o mesmo espaço urbano, sem no entanto interagirem entre si. Algumas pessoas tornam-se "invisíveis" e são ignoradas entre si quando estão em diferentes dessas situações. Fazem o uso simultâneo do mesmo espaço, mas "não se encontram". Dentro do caos aparentemente instaurado, há uma organização pautado no conformismo, que "é assim mesmo" e "infelizmente não podemos fazer nada". Mas, sabemos, trata-se de partes de cidades "doentes", sobre as quais tanto comentamos e mencionamos, a partir de nossas cidades catarinenses, com número bem menores, mas talvez, proporcionalmente, com números maiores se considerarmos o adensamento e número de habitantes. 
Não é por acaso, que a civilização  grega clássica e quase 90% das cidades alemãs tem, ou tinham, a população de suas cidades variando em torno de 5 mil habitantes.
Apresentamos, ao longo dessa postagem, algumas imagens que fizemos "olhando" a cidade de São Paulo 2018 entre os dias 11 ao dia 15 de janeiro de 2018.
Estrutura de concreto de parte do complexo da Estacão de metro - ponto Armênia - rumo ao ."centrão".



Sistema de Metrô e trem - cidade de  São Paulo - marcação estacão Armênia.  


Dentro das estacoes - há espaço para divulgação cultural

"Cidade dentro de cidades" - poderia ser um bairro de uma cidade qualquer de porte médio - proximidades do centro de  São Paulo.







Pessoas abaixo do nível do solo - transporte público sem conflito - metrô.
Visitando uma rua e arredores do centro de São Paulo, onde pessoas de todo o Brasil se encontram e também, fora do Brasil - Rua 25 de Março.



Fragmentos de cidade de outro período histórico.





Fragmentos de cidade de outro período histórico.


















As camadas que não se encontram - alguns compram, outros moram em caixas.

História nas paredes e murais

Centrão - Complexo Cantareira

O Complexo Cantareira é formado pelo Mercado Municipal Kinjo Yamato e o Mercado Municipal Paulistano (Mercadão). Os dois mercados compartilham de histórias em comum não só no que diz respeito à comercialização de produtos. Durante o período de construção do Mercadão, o espaço do Kinjo foi utilizado como base de construção. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 o local foi utilizado como enfermaria, enquanto o Mercadão serviu como depósito de armas.

Mercado Municipal Kinjo Yamato

Mercado Caipira
Sua história tem ligação com o antigo “Mercado Caipira” ou “25 de Março dos produtos hortifrutis”, como era chamado o local antes instalado na Várzea do Parque Dom Pedro e que se tornou conhecido pela comercialização de frutas, legumes e verduras provenientes do produtor rual onde trabalhavam imigrantes japoneses. Como complemento de renda, esses imigrantes traziam os produtos que sobravam da colheita para vendê-los no centro da capital paulista de maneira informal.
Em 1922 o local do comércio mudou para o número 377 da Rua da Cantareira. O novo local – que foi adquirido pela Prefeitura de São Paulo – até então era utilizado pela Light (atual Eletropaulo), companhia que acomodava os bondes (meio de transporte coletivo utilizado na época) numa espécie de estacionamento. 
Originalmente o local atual nao tinha cobertura – que ocupa uma área construída de 4.550 metros quadrados – recebeu em 1936 a doação da cobertura oriunda da Escócia e inicialmente, seria usada na estação de trem que ficava no Anhangabaú. Em 1988, quando se completou 80 anos de imigração japonesa no Brasil, o local foi batizado de Kinjo Yamato - uma maneira de homenagear o primeiro imigrante japonês a se formar em Odontologia.
 





Cobertura com estrutura de ferro.

Cores e sabores de temperos de todo o mundo - com diversos aromas



Folhas de babosas vendida por unidade.






Mercadão

O Mercadão - Mercado Municipal Paulistano, está localizado também no "centrão" - centro histórico de São Paulo, entre as ruas Cantareira, Comendador Assad Abdalla e as avenidas Mercúrio e do Estado, sobre uma área próxima ao rio Tamanduateí.
O projeto foi assinado pelo engenheiro Felisberto Ranzini, que também assinou o projeto do Teatro Municipal. Foi entregue aos paulistanos no aniversário da cidade do ano de 1933 - mesmo que sua construção data do início do século XX. A sua primeira função foi a de armazém de pólvora e munições. Foi somente no fim da Revolução Constitucionalista de 1932 que o mercado pôde assumir suas funções, e substituiu o Mercado Velho da Rua 25 de Março, rua que também visitamos e fotografamos nesse momento. O Mercadão é um entreposto comercial de atacado e varejo, especializado na comercialização de frutas, verduras, cereais, carnes, temperos e outros produtos alimentícios. 
Seu espaço tem uma área de 12.600 m2 e nele trabalham mais de 1.500 pessoas, que juntos, movimentam aproximadamente 350 toneladas de alimentos diariamente em seus aproximadamente, 290 boxes
A edificação histórica foi restaurada no ano de 2004, quando foi construído um mezanino para colocar os restaurantes - tornando-o um centro de gastronomia -  as fachadas foram recuperadas e os vitrais foram restaurados. O trabalho foi feito sob a coordenação do arquiteto Pedro Paulo de Mello Saraiva. 

Arquitetura
O edifício foi construído na linguagem eclética com projeto de 1925, assinado pelo engenheiro Felisberto Ranzini, que trabalhava no escritório do arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo, sendo o desenho das fachadas de Felisberto Ranzini. Sua construção aconteceu entre os anos de 1928 e 1933. Sua construção, bem como outras obras desse tempo, são reflexos do período da cultura cafeeira, quando a cidade buscava a valorização de suas áreas centrais, associada a uma ideia de modernidade e adequada ao aquecimento econômico proveniente da produção cafeeira. 
Pedra fundamental
Alguns afirmam que a construção do Mercado Municipal também é resultado da adoção de ações higienistas que ocorreram entre o início do século XIX até meados do XX, em cidades europeias, e inspiraram diversas cidades brasileira, no mesmo período, a dotarem os novos modelos espaciais  e de arquitetura - como edificações de mercados públicos e outros equipamentos de infraestrutura urbana -  para minimizar focos epidêmicos. 
A tipologia arquitetônica tem semelhança com o Mercado Central de Berlim - a semelhança também é percebida na planta modulada do edifício. O edifício paulistano, eclético, como mencionamos (misturas de mais de um estilo), com  uma construção de estrutura de concreto e fechamento feito com tijolos, tem em sua composição eclética - a partir da composição do estilo neoclássico e de nuances do gótico - representado na presença dos 55 vitrais que mostram vários aspectos da produção de alimentos. Os vitrais são de autoria do artista russo Conrado Sorgenicht Filho, também conhecido pelo trabalho realizado na Catedral da Sé.  A iluminação natural é feita pela presença de claraboias.
As imagens comunicam.





















Fragmentos de  história na paisagem atual - de outros períodos históricos - Rua 25 de Março.
Mosteiros de São Bento

O Mosteiro de São Bento é parte do patrimônio histórico arquitetônico do estado de São Paulo e do Brasil. Está localizado no Largo de São Bento, no “centrão” da maior cidade do Brasil. No local pode ser encontrado o conjunto da Basílica Abacial Nossa Senhora da Assunção, do Colégio de São Bento e da Faculdade de São Bento.


A ordem beneditina em São Paulo iniciou no ano de 1598, quando chegaram na cidade, frei Mauro Teixeira e construiu uma pequena igreja dedicada a São Bento, com a doação do capitão-mor Jorge Correia.  O terreno estava localizado no alto do morro, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí, atualmente totalmente poluído – local da casa do cacique Tibiriçá“. 

Embrião do núcleo urbano de São Paulo - pico onde foi implantada São Paulo de Piratininga e os vales ao seu lado, formados pelos rios Tamanduateí e Anhangabaú.

As obras foram concluídas no fim do ano de 1634. No início, a pequena igreja foi dedicada a São Bento. Mais tarde, a pedido de D. Francisco de Sousa – presidente da província, foi modificado para Nossa Senhora de Montserrat e em 1720, para Nossa Senhora da Assunção e esse nome, permaneceu até os dias atuais.
O local foi ampliado a partir do ano de 1650 – mediante iniciativa do “caçador de esmeraldas” - Fernão Dias Pais. Em troca de sua “generosidade”, os monges lhe permitiram, que após a sua morte, poder ser sepultado na capela-mor da igreja do mosteiro, assim como seus descendentes. E assim foi feito. Seus restos mortais se encontram sepultados na cripta da igreja.
Mediante o perigo da implantação de uma lei do governo imperial que determinou a extinção dos noviciados no Brasil, fato que impediu a renovação dos monges, houve o início do processo de decadência até que, na primeira metade do Século XIX, o abade alemão D. Miguel Kruse renovasse o mosteiro. No ano de 1903, por iniciativa de Kruse, foi fundado o Colégio de São Bento, de ensino secundário, e em 1908, a Faculdade de Filosofia. Foram demolidas a primeira igreja e o mosteiro do período colonial para a construção de um edifício mais moderno e monumental. No ano de 1910 teve o início a construção da atual edificação. O projeto é do arquiteto alemão de München - Richard Berndl, com decorações de D. Adalbert Gressnigt Essa edificação que fotografamos é a quarta construção desde sua fundação na cidade de São Paulo. tivemos a sensação de reconhecer espacialmente e percebemos a semelhança com a paisagem de algumas cidades da Alemanha, ao circularmos no "centrão" da cidade de São Paulo.
Viaduto Santa Ifigêniae o Mosteiro de São Bento na década de 1920.

São destaques no interior de seu espaço: as imagens da nave realizadas entre 1919 e 1922 pelo escultor e pintor belga Adrian Henri Vital van Emelen  -  do Liceu de Artes e Ofícios. De 1921 data o conjunto escultórico localizado numa trave sobre a capela-mor, da autoria de Anton Lang  e finalmente, o altar-mor  - feito de mármore da região do Lago Maggiore na Itália.
O relógio do Mosteiro de São Bento, foi fabricado na Alemanha e foi instalado em 1921. Seu maquinário, conta com um carrilhão com seis sinos que tocam nas horas cheias e nas meias.

O órgão é do ano de 1954 e também foi construído na Alemanha. Foi produzido pela firma  Walcker e possui mais de 6.000 tubos.
No ano de 2006, o mosteiro passou por obras de restauração e melhorias para receber e hospedar o papa Bento XVI, durante sua visita ao Brasil, em maio de 2007.

A Faculdade de São Bento, atualmente é referência e ainda ministra o curso de licenciatura em filosofia, além de cursos línguas clássicas, como grego e latim.



Lembra muito a arquitetura em cidades da Alemanha - que apresentam mais cuidado com o seu patrimônio








Porta corta vento
Interior da igreja. Órgão localizado no lado esquerdo.

Pessoas na porta do Mosteiro São Bento pedindo ajuda - sentada no chão














Ed Martinelli

É um edifício pertencente ao patrimônio histórico arquitetônico de São Paulo, localizado, também no "centrão” da cidade. Está localizado na frente do "triangulo" formado pelas ruas São Bento, São João e Líbero Badaró.  Foi o segundo edifício mais alto construído no Brasil e na América Latina, sendo ultrapassado pelo Edifício Joseph Gire, ou Edifício A Noite, no Rio de Janeiro.



A construção do Edifício Martinelli teve início no ano de 1922 e foi inaugurado inacabado no ano de 1929, com apenas 12 pavimentos, em função da inauguração do Edifício A Noite no Rio de Janeiro. A construção do edifício continuou até o ano de 1934. O trabalho terminou quando o edifício tinha 30 andares.
O Ed. Martinelli foi idealizadao pelo imigrante italiano Giuseppe Martinelli e o projetado foi assinado pelo arquiteto húngaro Vilmos  Fillinger - da Academia de Belas-Artes de Viena.


Martinelli
Com 105 metros de altura, entre os anos de 1934 e 1947 – foi o edifício mais alto do Brasil. Sua construção foi polêmica, pois, até esse momento, não havia nenhum outro edifício alto em São Paulo. Talvez aí surgiu um divisor de águas, pois até o início do século XX. São Paulo era uma cidade de porte pequeno.

A técnica construtiva usada é a de alvenaria de tijolos e estrutura de concreto. A estrutura do andar principal é inteiramente revestida por granito vermelho róseo, tornando sua identidade marcando fazendo-o um ponto focal com forte característica na paisagem.
A partir da década de 1950, Martinelli entrou em uma fase de decadência. Foi ocupado por moradores de rua e foi cenário de alguns crimes das muitas manchetes, no período. Em 1975 foi desapropriado pela Prefeitura de São Paulo e reformado no mandato  do pelo prefeito Olavo Setúbal – nesse mesmo ano e em 1979, foi reformado novamente. Atualmente, o prédio abriga órgãos municipais, como a Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo (EMURB) e a Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (COHAB-SP), além de várias lojas no piso térreo.

Seu idealizador teve problemas durante a construção do edifício. Sem apoio governamental para terminar a obra, Martinelli teve que vender uma parte do empreendimento ao "Istituto Nazionale di Credito per il Lavoro Italiano all'Estero" do Governo Italiano, motivo pelo qual o governo brasileiro tomou o prédio para si no ano de 1943.

No ano de 2008, a cobertura do edifício passou por reformas novamente. Após dois anos de obras, o local foi reaberto para os visitantes que apreciar a vista da cidade.

As imagens comunicam...

Rua São Bento



Rua São Bento



Rua São João





Hall de Entrada






















Sede da prefeitura de São Paulo







Viaduto do Chá

O Viaduto do Chá foi o primeiro viaduto a ser construído na cidade de São Paulo, localizado no Vale do Anhangabaú, no centro da cidade. Foi idealizado pelo francês Jules Martins em 1877. Mas foi inaugurado somente no dia 6 de novembro de 1892. Inicialmente sua construção foi projetada com armações metálicas, que acabaram cedendo com o uso. Por causa disso, a antiga estrutura foi substituída por vigas de concreto.






Sao Paulo - Centro

Mosteiro de São Bento visto de outro ângulo


Mosteiro de São Bento visto de outro ângulo

Mosteiro de São Bento visto de outro ângulo

 

Mosteiro de São Bento - detalhes















Viaduto Santa Ifigênia

Está localizado no “centrão” da cidade de São Paulo, e atualmente seu uso é exclusivamente para pedestres - calçadão. Ele começa no Largo São Bento próximo a estação de metrô e termina em frente a Igreja de Santa Ifigênia.




Seu projeto é do arquiteto Giulio Micheli e executados pelos engenheiros Giuseppe Chiapori e Mário Tibiriçá. A estrutura veio da Bélgica. O viaduto foi construído para melhorar o trânsito e a circulação de carros, carruagens e bondes que atravessavam o Vale do Anhangabaú. Foi construído entre os anos 1910 e 1913 e inaugurado no dia 26 de julho de 1913.


Promove a ligação entre o centro velho e centro novo da cidade ao passar sobre o Vale do Anhangabaú e a Avenida Prestes Maia. O Viaduto Santa Ifigênia, foi construído dentro da linguagem do Art Nouveau.



Viaduto de Santa Ifigênia

Viaduto de Santa Ifigênia





Viaduto de Santa Ifigênia

Viaduto de Santa Ifigênia

Viaduto de Santa Ifigênia



Viaduto de Santa Ifigênia





Galeria do Rock
Centro Comercial Grandes Galerias – que ficou conhecido como Galeria do Rock teve sua construção iniciada no ano de 1962 e foi inaugurada no ano de 1963. Está localizada na Avenida São João, no centro de São Paulo, entre as ruas 24 de Maio e o Largo Paysandu.

O que chamou nossa a atenção foi a arquitetura moderna, fazendo uso das curvas na fachada e o átrio, criando galerias e espaço aberto, atualmente com cobertura zenital. Originalmente é provável que havia um átrio com jardim interno.
Também muito nos agradou a tão comentada atualmente, a cobertura verde, na qual vimos árvores frutíferas, aparentemente plantadas no tempo de sua inauguração. Um jardim, no centro de São Paulo, com mais de 50 anos localizado na 7° laje de um edifício. Maravilhoso.
O espaço é conhecido por gerações, como um espaço de pessoas que curtem som. Na década de 1970 e 1980 – local do vinil.
Arquitetura
Seu projeto foi assinado pelo arquiteto Alfredo Mathias, formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. O resultado da concepção arquitetônica é a dinamicidade da forma, possibilitando organicidade a partir do olhar para a parte externa do prédio, bem como para a parte interna.


Largo Paysandu

Átrio com atual cobertura zenital





Edifício vazio visto das sacadas da Galeria do Rock

Edifício vazio visto das sacadas da Galeria do Rock



Atrio


Largo Paysandu visto da sacada da Galeria do Rock



Largo Paysandu







Jardim suspenso localizado na 7° da Galeria do Rock

Jardim suspenso localizado na 7° da Galeria do Rock

Jardim suspenso localizado na 7° da Galeria do Rock

Jardim suspenso localizado na 7° da Galeria do Rock

Jardim suspenso localizado na 7° da Galeria do Rock

Jardim suspenso localizado na 7° da Galeria do Rock



Jardim suspenso localizado na 7° da Galeria do Rock


Jardim suspenso localizado na 7° da Galeria do Rock

Jardim suspenso localizado na 7° da Galeria do Rock




Átrio

Edifício vazio visto da sacada do lado posterior da Galeria do Rock

Piso com pequenos ladrilhos


Teatro Municipal de São Paulo

Está localizado no “centrão” da cidade de São Paulo, na Praça Ramos de Azevedo e foi inaugurado no ano de 1911. São Paulo recebeu muitos imigrantes europeus no final do Século XIX - após a libertação dos escravos -  e culturalmente esses sentiam falta desse espaço na cidade.
Sua arquitetura foi inspirada na Ópera de Paris. O edifício faz parte do Patrimônio Histórico Arquitetônico do estado desde 1981 quando foi tombado pelo Condephaat. Em seus espaços aconteceu a histórica Semana de Arte Moderna - marco do Modernismo no Brasil.
Foi no ano de 1895 que teve início os planos para a construção de um teatro, especificamente para ópera. Foi enviado um projeto para a Câmara Municipal que tramitou sem êxito. Após o incêndio(?) no Teatro São José em 1898, a Câmara Municipal lançou incentivo para o empreendimento da construção de um novo teatro, mediante a isenção de impostos. O Escritório Técnico de Ramos de Azevedo apresentou a proposta de construção, sendo que já existia uma proposta de Cláudio Rossi – apresentada ao prefeito Antônio Prado. Houve uma conciliação entre as duas propostas.
O terreno escolhido para a construção do novo teatro estava localizado no Morro do Chá, local onde estava o Teatro São José. Com o projeto de Cláudio Rossi, desenhos de Domiziano Rossi e construção pelo Escritório Técnico de Ramos de Azevedo, as obras foram iniciadas no dia 26 de junho de 1903 e concluídas no ano de 1911. O estilo é eclético, em voga na Europa desde a segunda metade do século XIX. São combinados os estilos Renascentista, Barroco do setecentos e Art Nouveau, sendo o último o estilo da época. O teatro é estruturado em quatro corpos: a fachada, composta pelo vestíbulo, o salão de entrada e a escadaria nobre; o central, no qual encontra-se a sala de espetáculos; o palco; e, por fim, o ambiente onde estão localizados os camarins.

A inauguração aconteceu no 12 de setembro de 2011. O espetáculo foi iniciado com a abertura da ópera O Guarany de Carlos Gomes, devido à pressão da crítica paulistana. Seguiu-se depois a encenação da ópera Hamlet, de Ambroise Thomas, com o barítono Titta Ruffo no papel principal. A companhia apresentou outras óperas durante a primeira temporada.
No período de 1912 a 1926, o teatro apresentou 88 óperas de 41 compositores, sendo dezessete italianos, dez franceses, oito brasileiros, quatro alemães e dois russos, totalizando 270 espetáculos. Mas o fato mais marcante do teatro no período foi um evento que assustaria e indignaria grande parte dos paulistanos, na época: a Semana de Arte Moderna de 1922.









Grupo de turistas ouvindo a história do idioma inglês.

Edifício Alexandre Mackenzie

O prédio da Light – ou seja, o Edifício Alexandre Mackenzie, localizado também na área central da cidade de São Paulo, entre o cruzamento a Rua Coronel Xavier de Toledo com o Viaduto do Chá é projeto de Preston e Curtis, e sua execução é do escritório de Severo, Villares & Cia. Ltda. 
O prédio foi sede da empresa distribuidora de energia elétrica São Paulo Tramway, Light and Power Company e, posteriormente, da antiga estatal Eletropaulo. Foi concluído no ano de 1929 e ampliado em 1941. Desde 1999, após cautelosa restauração, abriga o Shopping Light.
A empresa The São Paulo Tramway, Light and Power Company instalou-se em 1899 em salas alugadas em um prédio da Rua São Bento. Seu constante crescimento obrigou sua transferência para áreas cada vez mais amplas, muitas vezes em diferentes localidades da cidade. No total, eram 7 escritórios por São Paulo, o que dificultava sua administração central. A empresa adquiriu o antigo Teatro São José – o mesmo do incêndio para sua construção. A obra foi concluída no mês de abril de 1929.

Em 1941, o prédio foi ampliado e sua área final passou a ter 29.720 m2. 
Átrio do Edifício Alexandre Mackenzie - atual Shopping Ligth

Átrio do Edifício Alexandre Mackenzie - atual Shopping Ligth
Shopping Ligth




Vale do Anhangabaú


Edifício Matarazzo - Sede da prefeitura de São Paulo
Prefeitura de São Paulo e Viaduto do Chá

A atual sede da Prefeitura Municipal da cidade de São Paulo ocupa, desde o ano de 2004,  os espaços do antigo Edifício Matarazzo, também conhecido como Palácio do Anhangabaú.  Por ter pertencido anteriormente ao Banco do Estado de São Paulo, também é conhecido como Banespinha.

Está localizado no Vale do Anhangabaú, junto ao Viaduto do Chá. Chama os olhares de longe, pelo exuberante telhado verde - tão em voga no momento presente e politicamente correto - localizado no último andar do edifício, onde também possui um heliponto.
O projeto é do arquiteto italiano Marcello Piacentini, encomendado pelo empresário Francisco Matarazzo Júnior, no qual abrigou por anos, a sede da empresa. O projeto seguiu a linha neoclássico simplificado, desenvolvido por Piacentini e muito usado na Itália nos anos 30, utilizando simbologia da época do Império Romano e que foi também adotada pelo regime fascista. O prédio tem 14 andares e 27.800 m² de área construída.

Foi a sede das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo desde sua inauguração até 1974, quando foi adquirido pelo Grupo Audi e depois, em 2004, pela prefeitura da cidade de São Paulo.




Revestido de mármore na parte externa, o edifício tem esculpidos na fachada frontal três “Ms” (simbolizando a família Matarazzo) e também cinco desenhos representando as cadeias produtivas de atuação da família.










Igreja São Francisco de Assis

A primeira construção foi executada no século XVI, a Igreja São Francisco de Assis está localizada no Largo de São Francisco, no centro histórico de São Paulo. É de propriedade da Ordem Franciscana dos Frades Menores, fundada por São Francisco de Assis em 1209, na Itália. Está ao lado da Igreja de São Francisco das Chagas e da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
Sua técnica construtiva utilizou: taipa, pedra-ferro nos arcos internos e externos, telhas capa e canal e paredes em alvenaria de tijolos maciços - autoportantes. A igreja foi reformada no ano de 1744, onde foi repaginada com o decorativismo barroco. Antes disso, a igreja tinha características jesuíticas, que eram consideradas padrão para as igrejas da província. Em 1880, o edifício foi reconstruído, após um incêndio do qual só restou as paredes da edificação e a imagem de São Francisco de Assis.


Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo

A tradicional Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP), também conhecida como Faculdade de Direito do Largo de São Francisco ou ainda, "Arcadas" é uma instituição de ensino superior parte da USP.
A Faculdade de Direito, a mais antiga Instituição do Brasil — juntamente com a Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco, foi fundada a partir de um decreto imperial assinado em 1827.
A Carta de Lei assinada por D. Pedro I no dia 11 de agosto de 1827 criou dois "Cursos de Sciencias Jurídicas e Sociaes" no Brasil, um instalado no Convento de São Francisco, na cidade de São Paulo, e outro, no Basílica e Mosteiro de São Bento (Olinda), Pernambuco.

Mais tarde, ficou conhecida como Academia de Direito do Largo de São Francisco ou também, Academia de Direito de São Paulo
Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo


Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo






Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo


Catedral Metropolitana de São Paulo - Sé

A Catedral da Sé está localizada na Praça da Sé, no “centrão” e é o ponto “zero” da cidade de São Paulo.
Sua construção teve início no ano de 1913, e sua arquitetura apresenta predominantemente as características do estilo neogótico. Sua construção foi concluída na década de 1950. A construção, mesmo inacabada foi inaugurada nas comemorações do 400º aniversário de fundação da cidade de São Paulo
25 de janeiro de 1954 - 400° aniversário da Cidade de São Paulo - inauguração com a igreja inacabada.

Apesar de sua cúpula ter uma linguagem do estilo renascentista, portanto caracterizando o ecletismo (mistura de estilos), a Catedral Metropolitana de São Paulo é considerada o quarto maior templo neogótico do mundo.
Catedral de São Paulo construída em 1764 até 1911 - quando foi demolida (?)
Tudo começou em 1589, quando se decidiu a construção de uma igreja principal (Matriz) vila de São Paulo de Piratininga. A construção foi terminada em torno de 1616. São Paulo transformou-se em sede de diocese em 1745, quando demoliram a antiga igreja e construíram uma nova dentro da linguagem barroca, terminada por volta de 1764 – conhecida como a catedral de São Paulo até 1911, quando foi demolida.





Catedral de São Paulo construída em 1764 até 1911 - quando foi demolida (?)

Maximilian Emil Hehl
A seguir, sob iniciativa de Dom Duarte Leopoldo e Silva, primeiro arcebispo de São Paulo, iniciou as providencias para a construção da nova e atual catedral. Os trabalhos iniciaram no ano de 1913 no local da catedral colonial demolida. O arquiteto responsável do projeto foi o arquiteto alemão Maximilian Emil Hehl, que projetou a nova Catedral Metropolitana de São Paulo em estilo eclético, com predominância das características do neogótico – estilo nacional junto com o gótico, no pais de origem do arquiteto -Alemanha.
Todos os mosaicos, esculturas e mobiliário que compõem a catedral, foram trazidos de navio da Itália. Entretanto, devido às guerras mundiais, houve grande dificuldade para concluir a obra. 
Assim, a inauguração da nova catedral aconteceu no dia 25 de janeiro de 1954, com as torres ainda inacabadas. As torres foram terminadas somente em 1967. 

1939


As obras foram coordenadas, inicialmente, por Alexandre Albuquerque e, a partir de 1940, por Luís Inácio de Anhaia Melo.
Após um longo período de decadência, a catedral foi completamente restaurada entre os anos de 2000 e 2002. As plantas originais, datadas de 1912, foram encontradas dentro do próprio edifício, permitindo uma restauração fiel ao projeto original.
Partes coloridas - foram elementos construídos no momento de restauro.


A restauração incluiu reparos nos vitrais, revitalização dos sinos, manutenção das redes hidráulica e elétrica, resolução de problemas que ameaçavam a estrutura - como rachaduras e infiltrações - e lavagem e pintura do prédio. Restaurada, a catedral ganhou 14 torreões novos, previstos no projeto original de 1912 de Maximilian Emil Hehl.
A catedral é a maior igreja de São Paulo, com 111 metros de comprimento, 46 de largura, duas torres com 92 metros de altura e uma enorme cúpula. Tem capacidade para abrigar 8.000 pessoas.
A igreja tem forma de cruz latina, com cinco naves e transepto com cúpula sobre o cruzeiro. A fachada, dotada de um portal principal e uma grande rosácea, é flanqueada por duas altas torres.
O órgão da catedral foi construído em Milão pela firma italiana Balbiani & Rossi, em 1954. Sua inauguração ocorreu em 25 de novembro de 1954, no "Dia de Ação de Graças", doado pela companhia Antárctica (hoje AmBev). Seu restauro foi realizado entre 1996 e 1997 sob o patrocínio do Banco Real. O instrumento tem dois corpos e uma "console" (mesa de teclados), colocada atrás das colunas que rodeiam o altar-mor, com cinco teclados (cada um com 61 teclas) e uma pedaleira. Possui cerca de 12 mil tubos sonoros e 124 registros, sendo 112 os registros reais.

A cripta está localizada debaixo do altar principal e é um vasto salão suportado por várias colunas e arcos de perfil gótico – como vimos em muitas igrejas alemãs – durante nossas pesquisas. Nela estão sepultados bispos e arcebispos de São Paulo e vários personagens importantes da história do Brasil. 

























































Rio Tamanduateí

Rio Tamanduateí


































































































































Em Construção!!!



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