quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Blumenau e sua História - Ordem das atrações do desfile de 167 anos - 2 de setembro de 2017

Blumenau - sua fundação - dia 2 de setembro, o marco da chegada dos 17 imigrantes na cidade de Nossa Senhora de Desterro - no dia 2 de setembro de 1850.

A Ordem das atrações no Desfile do 167° aniversário da cidade - Dia 2 de setembro - Rua XV.
Na sequência - um pouco dessa história e a realidade atual da cidade - em imagens.
    
01A Banda do 23º Batalhão de Infantaria
01B NPOR do 3º BI
02 Faixa Parabéns Blumenau – Trajes de Hasselfelde
03 Dr. Blumenau e Família
04 Bandeiras Oficiais – Brasil – SC – BNU
05 Os Imigrantes - A Saga de Homens, Mulheres e Crianças
06 Dr. Fritz Müller
07 Bandeiras e Estandartes dos Países
08 Banda Municipal de Blumenau
09 Câmara de Vereadores Mirins de Blumenau
10A Igreja Luterana – 500 Anos da Reforma
10B Princesa Isabel Educação Infantil
11 Banda EBM Friedrich Kemmelmeier
12 Carro das Bandeiras dos Municípios Desmembrados de Blumenau
13A Edith Gaertner
13B Fundação Cultural de Blumenau
13C Nos Passos da Dança uma Tradição
14 Banda Musical EBM Francisco Lanser
15 Apae de Blumenau
16 Abada - Associação Blumenauense de Amigos dos Deficientes Auditivos
17 APRABLU - Associação de Proteção Animal de Blumenau
18 Associação Casa São Simeão
19 Banda Especial EBM Lore Sita Bollmann
20 ABLUCAN - Associação Blumenauense na Luta Contra o Câncer
21 AAPPM - Associação de Amigos, Pais e Portadores de Mielomeningocele
22 Banda Musical EBM Henrique Alfarth
23 Colégio Excelsior
24 Banda Musical EBM Norma Huber
25 Trapamédicos e Trapapet
26 Associação Casa de Apoio
27 Rede Feminina de Combate ao Câncer de Blumenau
28 Banda Musical EBM Visconde de Taunay
29 Sociedade Cultural Amigos do Centro Braille de Blumenau – 15 Anos
30 Paradesporto Escolar de Blumenau
31 Centro Municipal de Educação Alternativa - Cemea
32 Fanfarra EBM Adelaide Stark
33 Fundação do Bem Estar da Família Blumenauense - Pró-família
34 Centro de Valorização da Vida – CVV
35 Banda Musical EBM Leoberto Leal
36 Centro Terapêutico Vida - CTV
37 Cerene - Centro de Recuperação Nova Esperança
38 Cruz Azul no Brasil
39 Banda Musical EBM Duque de Caxias
40 Colégio Bom Jesus Santo Antônio
41 Conselhos Escolares – Ceis
42 Banda Musical EBM Anita Garibaldi
43 FURB - Fundação Universidade Regional de Blumenau
44 Senai
45 Banda Musical EBM Lauro Müller
46 Senac - Faculdade de Tecnologia Senac Blumenau
47 Fanfarra EEB Prof. Luiz Delfino
48 Ceduphh - Centro de Educação Profissional Hermann Hering
49 Gered - Gerência Regional de Educação
50 AFS Intercultura Brasil - Comitê Blumenau
51 Banda Musical EBM Machado de Assis
52 Lions Clubes de Blumenau
53 Movimento Nós Podemos Blumenau
54 Circulo Orquidófilo de Blumenau
55 Miss Blumenau - Carro Auto Veteran
56 Banda Musical EBM Lúcio Esteves
57 Grupo Folclórico Teutônia
58 Vovô e Vovó Chopão
59 AFG - Associação Folclórica Germânica do Médio Vale do Itajaí
60 Centro Cultural 25 de Julho de Blumenau
61 Associação dos Clubes de Caça e Tiro de Blumenau
62 Banda Prof. Joaquim Floriani – EBB Pedro II
63 Grupo Folclórico Tanz-Und Spielgruppe Gartenstadt - Sociedade Esportiva Olímpico
64 Lira Circolo Italiano Di Blumenau
65 Grupo de Danças e Invernada Artística Rancho de Taura
66 Fundação Municipal de Desportos
67 Banda Musical EBM Almirante Tamandaré
68 Clube de Xadrez de Blumenau
69 Sociedade Desportiva Vasto Verde
70 Banda Musical EBM Vidal Ramos
71 Grupo Roller Blumenau
72 ABVE - Associação de Bicicross do Vale Europeu - Bicicross Blumenau
73 Banda Musical EBM Felipe Schmidt
74 Clube Náutico América
75 Moto Grupo Indulto
76 Clube do Fusca de Blumenau
77 Clube VW² Blumenau – SC 
78 Buggy Blumenau
79 Banda Especial EBM João Joaquim Fronza
80 Blumenau Autos Veteranen Club
81 Kombi Clube Santa Catarina
82 Oktobergruppe
83 Jeep Clubed Blumenau
84 Guarda Municipal de Trânsito
85 Banda Especial EBM Fernando Ostermann
86 Secretaria Municipal de Defesa do Cidadão
87 SAMAE – Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto
88A Blu Old Vintage Cars
88B Ministério Kids Adblu




















Desfiles de anos anteriores - Confira clicando sobre o ano:
2014
2015
2016


História pretérita à chegada dos pioneiros...

História de Blumenau teve início na Alemanha a partir das decisões e ambições de um jovem da cidade de Hassenfelde. Com a idade de 23 anos, após contato com naturalistas e principalmente com a família Müller, Hermann Blumenau começou a observar mais as questões e elementos naturais e despertou-lhe a curiosidade em conhecer as terras na América. Muitos alemães emigravam para a América do Norte e, em menor quantidade, para o Brasil.
Johann Jacob Sturz
No final do ano de 1843, Hermann Blumenau viajou para a capital da Inglaterra, a trabalho. Foi tentar conseguir uma patente de invenção para os preparados químicos e  autorização para a comercialização deles. Em Londres, conheceu o Cônsul Geral do Brasil na Prússia - Johann Jacob Sturz.
A conversa foi longa com o diplomata brasileiro na Prússia. Neste encontro,Hermann Blumenau ouviu muitas histórias sobre o Brasil, desde narrativas sobre a natureza e muito da propaganda do que o governo brasileiro vinha fazendo na Europa, para atrair imigrantes e povoar, o quanto antes, o inabitado sul do Brasil. Temia que esta região fosse tomada à força pelos vizinhos de língua espanhola. O governo brasileiro não podia pedir ajuda a Portugal, país do qual acabara de se libertar, em 1822. Necessitava fortalecer os limites do sul, cujo interior era praticamente inabitado.
Hermann Blumenau pesquisou muito sobre a imigração e a colonização no Brasil. Procurou conversar com brasileiros, pesquisou a história do Brasil e a movimentação migratória que aconteceu de seu país para o Brasil.
Em 1846 formou-se químico, mesmo não tendo terminado o ginásio. Químico não é um profissional que faz uso do título "Doutor", como também há políticos na atualidade que se apropriam do título erroneamente. Doutor é um título conquistado mediante a conclusão e aprovação de um curso de Doutorado.

Para ler mais (Porque não usamos Dr. na frente do nome de Blumenau - Clicar sobre:  DOUTOR  ou ainda sobre: DOUTOR 1

No final da década de 40 do século XIX, chegavam notícias do Brasil  na Alemanha. As notícias mencionavam a propaganda e promessas do Estado brasileira na Europa  - Alemanha - aliciando pessoas que mudassem para o Brasil para trabalhar e povoar o sul. As notícias chegantes do Brasil afirmavam que parte destas promessas não era de fato, cumpridas.
Oportunisticamente, com intenções claras de conhecer o Brasil pessoalmente, Hermann Blumenau não perdeu tempo em candidatar-se a uma vaga de Agente Fiscal do governo alemão da "Sociedade de Proteção aos Emigrados Alemães"Colonisation Vereins Hamburgo - 1845/1846 - com sede em HamburgoComo representante oficial do governo alemão, visitou colônias de imigração alemã nas Províncias do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande - Sul do Brasil.
Em abril de 1846 – com 27 anos, embarca a trabalho, como representante do governo alemão para o Brasil. Despediu-se de seus pais e embarcou no veleiro Johannes, no porto de Hamburgo.
Porto de Hamburgo
Viajou por mais de dois meses e chegou no Rio Grande no dia 19 de junho de 1846. Visitou alguns locais, fazendas e fez pesquisas para seu projeto pessoal, narrado, através de correspondência, aos seus pais - na Alemanha. 
Ao contrário de verificar a situação de seus contemporâneos e emitir relatórios ao governo prussiano, fez contatos e outras pesquisas, visando montar sua colônia.
Em 1847, Hermann Blumenau ouviu alguns conterrâneos seus no sul do Brasil, pesquisou possibilidades de negócios e fez contatos. Depois seguiu para a capital do Brasil - a cidade do Rio de Janeiro. Permaneceu na cidade do Rio de Janeiro, por aproximadamente 8 meses, igualmente efetuando estudos e contatos.
Rio de Janeiro - 1843


Nesse tempo, articulou e procurou conhecer toda a tramitação para efetivação da imigração e colonização de terras, bem como suas vantagens e desvantagens. Também estudou clima e a geografia de algumas províncias do Brasil.
Em abril de 1847, Hermann Blumenau embarca para Nossa Senhora do Desterro, capital da Província de Santa Catarina, a partir da qual, visitou a Colônia de São Pedro de Alcântara, primeiro núcleo de imigrantes alemães na Província, fundada em 1829. Neste momento, Hermann Blumenau ouviu pela primeira vez, falar da região do Vale do Itajaí, para a qual voltou toda sua atenção nos tempos seguintes. Desta colônia, parte de famílias locais, mudaram-se para o Vale do Itajaí.
No Arquivo Histórico de Blumenau existiam cópias autênticadas do requerimento feito pelo Hermann Otto Bruno Blumenau, quando esteve como representante da Sociedade Protetora dos Imigrantes Alemães, visitando, pela primeira vez o Vale do Itajaí no ano de 1848. Ele foi conduzido pelo balseiro  Ângelo Dias a partir de Itajaí e fez uma parada na propriedade de Peter Wagner - local onde atualmente está o Loteamento City Figueiras - na cidade deBlumenau. Ângelo Dia emprestou seu nome para uma das ruas centrais da cidade deBlumenau atual.



Praça Johann Peter Wagner - Bairro Vorstadt - Blumenau
A Família Wagner respondeu a muitas perguntas de Hermann Blumenau, durante a sua visita - a primeira na região. Perguntas como: As terras são propícias ao plantio? Os alemães se adaptam bem? Há contato com o restante do mundo? As crianças se desenvolvem? Como se mora? como se vive?
Família Wagner serviu um refeição aos dois visitantes, a partir dos "frutos" produzidos em sua propriedade. No decorrer da troca de idéias - Hermann Blumenau continuou a receber informações destes que já residiam no local há um bom tempo e tiravam da propriedade, a sobrevivência das famílias. Anotou as informações. Hermann Blumenau e Dias saíram da propriedade dos Wagner no outro dia cedinho e subiram o rio Itajaí Açu. Retornou após dois dias, partindo para Itajaí e então, para Desterro.
Os Wagner, e outros que já residiam na região (Atual Gaspar) subiram o Rio Itajaí Açu a fim de observar o local que despertou o interesse de Hermann Blumenau, ao ponto de o mesmo querer assentar imigrantes alemães e no local fundar uma colônia.
Quando esteve no Rio Grande em 19 de junho de 1846, visitou alguns locais, fazendas e fez pesquisas para seu projeto pessoal, narrado, através de correspondência, aos seus pais - na Alemanha, na qual percebemos seu principal  foco durante sua excursão pelo sul do país.
Nesta mesma viagem, no retorno à capital da Província, Hermann Blumenau se dirigiu à Assembléia Provincial, com uma proposta de colonização das terras por ele visitadas - como fiscal e funcionário da Sociedade Protetora dos Imigrantes Alemães. Ou seja, estava no Brasil, para observar como viviam os imigrantes alemães no país, no entanto, efetuava estudos para iniciar seu negócio, no Brasil.
Ao contrário de verificar a situação de seus contemporâneos e emitir relatórios ao governo prussiano, fez contatos e pesquisas, visando montar sua colônia.
Neste período, como pesquisamos em outros trabalhos e comentamos anteriormente, existiam 17 famílias de imigrantes alemães na região do Vale do Itajaí, nas proximidades onde surgiu a centralidade da colônia Blumenau. A última propriedade e que estava mais próxima da sede onde seria a Colônia Blumenau, era a propriedade da Família Wagner, oriunda da Colônia de São Pedro de Alcântara e que hospedou o funcionário da Sociedade Protetora dos Imigrantes Alemães - Hermann Blumenau
Em Desterro, em posse de um requerimento datado de 26 de março de 1848 - elaborado pelo Presidente da Província, Marechal Antero pretendia partir. Hermann Blumenau seria o procurador da concessão, na qual recebiam terras às margens do Rio Itajaí Açu.
"Essa modelar e longa proposta de colonização reveste-se de suma importância para os estudiosos da história de Blumenau, porque revela aspectos muito interessantes do caráter do proponente e das intenções leais e patrióticas que animavam, tanto a Sociedade Protetora dos Imigrantes Alemães no sul do Brasil, como o seu representante. "  José Ferreira da Silva em  -  História de Blumenau - pagina 35
Em Desterro, o Marechal Antero - Presidente da Província, em um primeiro momento, recebeu muito bem a proposta e pessoalmente, foi favorável, emitindo um ofício externando sua opinião, aprovada facilmente na Assembleia Legislativa e acompanhada de um projeto de Lei, para ser sancionada. O Projeto tinha 9 artigos.
1° Artigo concedia glebas de terras, duas partes cada uma com 24 a 28 quilômetros de largura, à Sociedade Protetora dos Imigrantes Alemães. Seria um suborno? No Artigo 2°, a Sociedade poderia escolher as terras concedidas entre as terras devolutas, podendo dividi-las entre os imigrantes.
No Artigo 5° ficava proibido a entrada de escravos, não somente às terras concedidas a Sociedade, como as demais. As primeiras famílias residentes na região tinham escravos. O balseiro de Pedro Wagner era seu escravo.
A intensão de Hermann Blumenau e do Presidente da Província não teve êxito. Houve opiniões divergentes à transformação do projeto em lei e não foi sancionado. 
"Foi constituída, na Assembléia, uma comissão especial, que, concordando com o modo de ver do Presidente, acrescentou um substitutivo ao projeto. Entretanto, também este substitutivo não logrou passar em segunda votação. Por essa razão, o Secretário da Assembléia, com a aprovação desta, encaminhou ao Presidente Antero um ofício comunicando 'que a Assembléia Legislativa rejeitou o projeto de lei sobre a colonização proposta pelo Sr. Blumenau, como representante da Companhia Protetora dos Imigrantes Alemães no Sul do Brasil, estabelecidad na cidade Hamburgo, e julgando a mesma Assembléia que V. Excia, pelas disposições dos decretos provinciais n° 49, de 15 de janeiro de 1836 e n° 79, de 2 de maio de 1839, está autorizado a entrar em contato com qualquer particular, ou companhia que empreenda a colonização da Província, espera que V. Excia, o fará com o sobredito Blumenau...'" José Ferreira da Silva em - História de Blumenau - pagina 36
Os planos mudaram um pouco. Hermann Blumenau oportunamente fez sociedade com o comerciante de Desterro, imigrante alemão, Ferdinando Hackradt. A empresa foi chamada de Blumenau e Hackradt. O Marechal Antero, em um primeiro momento, concedeu terras nas imediações do Ribeirão Garcia - cerca de uma gleba de terra, aumentada no decorrer do tempo, atingindo a área de 150000 jeiras ou 378.000.000m2. A empresa Blumenau & Hackradt seria uma empresa particular de Agricultura e Indústria.
Ficou acertado entre os dois sócios que enquanto Blumenau estivesse na Europa para buscar os imigrantes, o Hackradt permaneceria nas terras, preparando o local, construindo ranchos, efetuando plantações e preparando o local para as primeiras acomodações dos colonos. 
Ferdinand Hackradt foi para a região, na companhia de 5 escravos, adquiridos junto ao administrador de Itajaí - Iniciaram a construção de ranchos, roças e engenhos no local onde atualmente está a foz do ribeirão da Velha























As  famílias anteriormente fixadas nas proximidades do atual limite Gaspar Blumenau, como os Wagner, enviaram homens de Belchior para contribuírem com os trabalhos, pois tinham interesse no êxito do projeto, que era assunto freqüente em Belchior e região. Não durou muito tempo o auxilio e a troca, por incompatibilidade com o método de trabalho adotado pelo sócio de Hermann Blumenau. Com o passar do tempo a empreitada quase foi abandonada. Do projeto original restaram um rancho, um engenho de serra semi-acabado. Sem plantações.

Carl Franz Albert Hoepecke
Hermann Blumenau levou 2 anos para retornar à região, da Alemanha. Hackradt retornou para seus outros negócios em Nossa senhora do Desterro. Comunicou ao sócio, por carta, que estavam saindo da sociedade. Nesta correspondência disse que o engenho construído na foz do Ribeirão da Velha estava ameaçado de ser carregado pela enchente e as tábuas serradas alcançavam preço muito baixo. Esta questão atestava que já existia um pequeno comércio na região, antes da chegada dos pioneiros de Blumenau
Hachkradt, um tempo depois aconselhou o imigrante e colono, seu sobrinho Carl Franz  Albert Hoepcke,que veio para a Colônia Blumenau, que não ficasse residindo na mesma e fosse trabalhar com ele emDesterro. Disse-lhe, que não era um bom negócio. E assim aconteceu.
Após um trabalho intenso de propaganda na Alemanha, Hermann Blumenau conseguiu reunir um pequeno grupo de pessoas para imigrar para o Vale do Itajaí - Brasil. O embarque do grupo foi no mês de junho de 1850. Depois de 84 dias de viagem, chegaram no Rio de Janeiro. No veleiro, Blumenau trouxe mudas de roseiras e árvores frutíferas.

Hermann Blumenau veio na frente do grupo e encontrou o local da foz do ribeirão da Velha abandonado. Neste, estavam velhas cabanas com um velho escravo paralítico e uma escrava, sua companheira. Também, tinha um engenho de serra, que não funcionava. Não haviam plantações, somente um pasto com meia duzia de vacas. 

Foz do Rib. da Velha
Este era o quadro existente, quando chegaram na foz do ribeirão da Velha, o sobrinho de Hermann Blumenau - Reinold Gärtner e os primeiros 16 moradores da Colônia Blumenau que simbolicamente surgia neste momento. O grupo viajou da Alemanha para o Brasil com o veleiro Christian Mathias Schröder. 
Nos primeiros tempos a data de fundação de Blumenau era considerada o dia 28 de agosto de 1852, sendo que seu 25° aniversário foi comemorado no dia 28 de agosto de 1877.

Os Pioneiros
  • Reinhold Gaertner - 26 anos de idade, solteiro, natural de Brunsvique, sobrinho de Hermann Blumenau;
  • Franz Sallenthien - 24 anos, solteiro, lavrador, também natural de Brunsvique;
  • Paul Kellner - 23 anos, solteiro, lavrador, igualmente de Brunsvique;
  • Julius Ritscher - 22 anos, solteiro, agrimensor, natural de Hannover.
  • Wilhelm Friedenreich - com 27 anos de idade, alveitar, natural da Prússia, casado com ...
  • Minna Friedenreich - 24 anos de idade, possuindo o casal os seguintes filhos; 
  • Clara Friedenreich - com 2 anos de idade; 
  • Alma Friedenreich - com 9 meses.
  • Daniel Pfaffendorf - 26 anos de idade, solteiro, carpinteiro, natural da Saxônia; 
  • Friedrich Geier - 27 anos de idade, solteiro, marceneiro, natural de Holstein;
  • Friedrich Riemer - 46 anos de idade, solteiro, charuteiro, natural da Prússia.
  • Erich Hoffmann - 22 anos de idade, ferreiro, funileiro, também da Prússia;
  • Andreas Kuhlmann - 52 anos de idade, ferreiro, igualmente da Prússia, acompanhado da esposa; 
  • Johanna Kuhlmann - 44 anos de idade, e das filhas; 
  • Maria Kuhlmann - 20 anos de idade; 
  • Christine Kuhlmann - 17 anos.
  • Andreas Boettcher - 22 anos de idade, solteiro, ferreiro, natural da Prússia.










































Os primeiros imigrantes eram da religião protestante luterana. Logo que aportaram, iniciaram a construção de novos ranchos, fizeram derrubadas, limpezas de terrenos e plantações. Desde que chegaram, contaram com o apoio de famílias residentes na região. Destas - 17 eram famílias de imigrantes alemães - viviam nas localidades de Pocinho e Belchior, distante de aproximadamente, 4 quilômetros, rio abaixo, da sede da nova colônia.
Quando assumiam suas terras
Os antigos moradores da região, que acompanharam a chegada dos 17 imigrantes alemães de um montante de 250 que viriam, para iniciar a colônia de Hermann Blumenau, auxiliaram os chegantes com dicas e adaptações locais, por já estarem há mais tempo na região. Estes já possuíam propriedades próprias com hortas, pomares, vacas, porcos e galinhas. 
Alguns nomes de famílias, residentes na  Colônia São Pedro de Alcântara, tinham membros residindo na região do Vale do Itajaí. Estes foram de grande auxílio e apoio aos 17 primeiros pioneiros da Colônia Blumenau. Alguns dos nomesde membros destas famílias - no Vale do Itajaí:
Georg Schmidt, Ludwig Werner (roceiros); Johann Händschen e o belga Jacob Villain (Ferreiros); Georg (Pai de Peter Wagner) Wagner, Ludwig Wagner, Antonio Händschen, Josef Sesterheinn, Peter Lukas, Nikolau Deschamps, Joaquim Antônio Amorim, Jacinto Miranda, Marcelino Dias, Valentim Theiss, auxiliaram em tudo um pouco.
Nem todos os 17 primeiros chegantes permanceram na Colônia Blumenau. De todos os nomes citados, somente a família de Wilhelm Friedenreich  e Friedrich Riemes radicaram-se permanentemente na Colônia Blumenau, que aniversaria no dia 2 de setembro.

São anos de História.

Para conquistar, com energia e coragem uma nova Pátria, aqui chegaram, a convite de Dr. Blumenau, em 2 de setembro de 1850 os primeiros imigrantes: 

Reinhold Gaertner,Franz Sallenthien, Paul Kellner, Paul Kellner, Julius Ritscher, Wilhelm Friedenreich, sua mulher Minna e duas filhas menores Clara e Alma, Daniel Pfaffendorf, Friedrich Geier, Friedrich Riemer, Erich Hoffmann, Andreas Boettcher, Andreas Kuhlmann, sua mulher Johanna e suas filhas Maria e Christine. 

Para perpetuar sua memória foi colocada esta placa, no primeiro centenário de Blumenau

1950
A cidade de Blumenau - cidade que continua acolhendo oschegantes. Estes devem lembrar que a cidade possui uma identidade pautada em uma História. Esta identidade tem relação direta à alma da cidade, aquela que atraiu sua atenção, quando a escolheu para morar.
Algumas imagens da aniversariante - que comunicam...
Aleatórias e com diversas datas - em construção!






 
Rodoviária de Blumenau

 


Foz do ribeirão Garcia
Foz do ribeirão Garcia





 

 








































Residência mais antiga do Vale do Itajaí - Residência de
Hermann Wanderburg - corrimão comprometido - Stadtplatz

Stadtplatz


















Ponte coberta de Madeira de Badenfurt sobre o Rio do Testo
Fotografia aérea - Obras da nova Ponte de Badenfurt - Foto Clip RBS




Que cidade deixaremos para as futuras gerações?
Como estamos transformando o meio que recebemos?
Como estamos transformando a Blumenau que recebemos?


Blumenau que ninguém vê!

Blumenau que não "aparece" e que não é visível  é resultado da ausência de políticas públicas e de planejamento em todas as escalas da cidade. Cidade que nasceu planejada pelas mãos dos pioneiros e que atualmente é "gerenciada"  sem  alguma diretriz de conjunto e cidade, mas como a empresa de alguns em detrimento de todos.  É preciso registrar, para a história.
Um momento de introspecção e reflexão.

Que cidades estamos deixando para as futuras gerações?
O que fizemos com o legado dos pioneiros?
O espaço é assunto de saúde pública e interfere no inconsciente coletivo na saúde das pessoas. 

Para se fazer planejamento não é necessário gastos de grandes vultos e grandes projetos. Basta organizar a "casa", quanto ao uso do solo, de que forma, respeitar o meio anteriormente construído, o meio natural, a história e ocupar, a partir de um projeto de espaço e de cidade, sem agressão e com bom uso para todos - visando o futuro. Futuro, momento no qual não vamos estar mais na cidade - mas lembrados - tal como lembramos dos pioneiros - bem ou mal lembrados de acordo com a herança que deixarmos. 

Respeitar o ir e vir, com opções e hierarquia de caminhos e modais.

Blumenau, somente com 167 anos. 
Curta história e quase sem história no espaço e na paisagem. 
Quando alertamos em defesa de um ou de outro monumento, ainda presente no espaço da cidade, temos a sensação de que estamos pedindo um favor.
Parabéns Blumenau!



















Leitura Complementares
Clicar sobre o título escolhido

  1. Uma História que iniciou muito antes da chegada de Blumenau - Peter Wagner
  2. Banda Musical Germânica
  3. Homenagem ao Imigrante - Monumento do Imigrante
  4. 192 Anos de Imigração Alemã no Brasil
  5. Nacionalismo no Vale do Itajaí 
  6. Fritz e Hermann - Dois Personagens da História
  7. Despedida - Fausto Emmendörfer
  8. Legado Hermann Weege - Pomerode
  9. Cia Jensen - Pedaços de História de Blumenau
  10. Dona Emma e sua História - Um Pedaço da Colônia Blumenau
  11. Gastronomia - Sülze
  12. Colônia Blumenau - Final do Século XIX - Fotografia
  13. Wandschoner - Panos de Parede
  14. Imigração Italiana - Ascurra e um pouco de sua História
  15. Arquitetura - Catedral São Paulo Apóstolo - Blumenau
  16. A Tradição e a origem do Desfile 
  17. Elesbão Pinto da Luz - Comissário de Polícia de Blumenau
  18. O primeiro Prefeito e Primeiros Vereadores de Blumenau
  19. August Müller e seu Diário - Colônia Blumenau
  20. Cidade - Edifícios novos no centro de Blumenau
  21. Voluntários da Pátria - Imigrante alemães da Colônia Blumenau
  22. Residência da Família Blumenau - Texto da Filha do fundador
  23. Fritz Müller - Fur Darwin
  24. Refletindo...Cultura e o idioma alemão
  25. Biografia - Max Mayr - da Baviera para o Vale do Itajaí
  26. Hermann E. L. Wendeburg - Diretor Interino da Colônia Blumenau
  27. Sr. Alwin Schrader e a Granja Modelo do Bairro de Salto Weissbach
  28. Origem do nome do Bairro Garcia - Blumenau
  29. Salto Weissbach
  30. Peter Christian Feddersen
  31. Heinrich Hosang – Primeiro Cervejeiro de Blumenau
  32. Cemitério - local de visitação e História
  33. Blumenau - Crescimento desordenado e aparente
  34. Entrevista do Sr. Otto Rohkohl - Primeiro Diretor da EFSC
  35. Loja maçônica na colônia Blumenau - Zur Friendenspalmer
  36. Casa Husadel - 120 anos
  37. Schützengesellshaft Blumenau
  38. August Müller e Hermann Müller - Irmãos de Fritz Müller
  39. Centro histórico de Blumenau - Stadtplatz - Ontem e Hoje
  40. Engenheiro Joaquim Breves Filho - Diretor da EFSC
  41. Casa Azul - Odebrecht - Apiúna/Subida
  42. Padre José Maria Jacobs - Primeiro Pároco de Blumenau
  43. Banda Cruzeiro e sua história - A Banda mais antiga
  44. Rudolf Damm - Repórter - Tradutor e Poeta
  45. Túneis de Blumenau
  46. Local do Primeiro Escritório de Hermann Blumenau
  47. Ponte coberta de madeira de Blumenau - Badenfurt
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  63. 190 Anos de Imigração Alemã
  64. Homenagem ao Imigrante - Dia 25 de Julho
  65. São Pedro de Alcântara - Recordando...180 anos de imigração alemã
  66. A Prainha...Praça Juscelino Kubitschek de Oliveir...
  67. Schützenverein Eintracht
  68. Primeiro Núcleo Urbano de Blumenau - Stadtplatz
  69. Usina do Salto - Ponte de Ferro e Rio Itajaí Açú
  70. As embarcações no Rio Itajaí Açú - Blumenau
  71. Hermann Bruno Otto Blumenau - De 1819 até 1846 - S...
  72. "Quebra Caco" - Uma Tradição que está acabando
  73. O "Alemão" de Pomerode
  74. Blumenau - do Stadtplatz ao Enxaimel
  75. Rua das Palmeiras e o Museu da Família Colonial
  76. Gastronomia - Kochkaese
  77. José Deeke
  78. História Schützenfest
  79. Da Associação dos Proprietários de Imóveis Antigo - Intituto Bertha Blumenau
  80. Porcelana Schmidt - Uma tradição
      Em construção!!!


      Leitura - Detalhes da Fundação de Blumenau
      Para leitura e pesquisa: parte do livro

      VIDOR, Vilmar. Indústria e Urbanização no Nordeste de Santa Catarina. Editora da FURB. Blumenau, 1975.

      Chegando da Alemanha em 1848 e comissionado pela Sociedade de Proteção aos Emigrantes, sediada em Berlim, Hermann Otto Blumenau entrará em contato com a realidade brasileira percorrendo a região sul do país e tomando informações junto às pessoas recentemente instaladas em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.
      No Rio de janeiro, durante o mesmo ano, junto à Corte, ele redigiu um relatório expondo seus planos a propósito do povoamento no Vale. Em suma, a sua proposta consistia em fazer vir imigrantes para desenvolver economicamente uma região ainda virgem. Nada de original, pois a política do Governo nesta época, como já se viu anteriormente, era justamente a de impor um número cada vez maior de mão-de-obra de vez que o tráfico de escravos estava interditado. Caso seu plano fosse aprovado, ele solicitava um empréstimo para poder iniciar a empresa que consistiria logo de início, em uma sociedade privada agro-industrial cuja produção seria industrializada e o excedente exportado.
      Hermann Blumenau, tendo já a prática do comércio e da pequena indústria, estabeleceu a empresa Blumenau e Hackradk, que recebeu do Presidente da Província, por compra, uma gleba de terras às quais se somaram outras, adquiridas de terceiros v, compondo um todos de 150 mil jeiras. Pg 26

      Os alemães recém-chegados eram, na maior parte dos casos, pessoas selecionadas nas cidades de Bremen e Hamburgo pela Sociedade de Proteção aos Emigrantes. Pg 26

      Na Alemanha, em 1849, quando os relatórios sobre os imigrantes vinham público, ele propunha às pessoas que quisessem partir uma vida livre e próspera, liberdade de pensamento, aquisição de um lote de terra, coisas que os alemães em vias de partir não tinham mais. Pg 27

      O Plano proposto por Blumenau era seguido com toda segurança e Herbert Koch em seu relatório de 1852 aconselhava as pessoas a se dirigirem a Joinville, São Leopoldo e Blumenau, lugar onde elas encontrariam compatriotas, boa acolhida e independência sem restrição, ao contrário de outros lugares no Brasil onde a condição do imigrante se tinha reduzido à do escravo. Pg 27

      Durante o ano de 1852, começaram os trabalhos de medição e demarcação dos lotes, procedendo a fixação de fato (Não ainda de direito) dos agricultores e artesãos. Pg 27
      Arquivo Histórico José Ferreira da Silva

      Em Construção...